Inicio / Blog

Quanto custa um sistema sob medida no Brasil — faixas reais, sem "depende"

2 de set de 2026

A resposta que ninguém dá

Pergunte "quanto custa um sistema sob medida" e você recebe o eterno "depende". Depende — mas quem trabalha nisso há décadas sabe as faixas, e esconder número é jogo de quem quer te prender na reunião comercial. Aqui vão as faixas do mercado brasileiro, e o que move o preço para cima ou para baixo.

As quatro faixas do sob medida

  • Ferramenta interna simples — R$ 15 a 40 mil. Um fluxo específico (agendamento com regras suas, controle de produção, formulário complexo com aprovações), poucos usuários, sem fiscal. Prazo típico: 1 a 2 meses;
  • Sistema de gestão do negócio — R$ 40 a 120 mil. Cadastros, vendas, estoque, financeiro, relatórios, permissões — o coração de uma operação, do jeito exato que ela trabalha. Prazo: 3 a 6 meses;
  • Sistema com fiscal e integrações — R$ 80 a 250 mil. Entra NF-e/NFC-e, boleto/PIX integrado, conciliação, integrações com terceiros (marketplace, transportadora, ERP de cliente). O fiscal brasileiro sozinho é um projeto dentro do projeto — certificado, contingência, cancelamento, carta de correção, guarda de XML;
  • Plataforma completa (multiusuário, app, escala) — R$ 250 mil+. Produto digital com clientes externos, app publicado, painel administrativo, alta disponibilidade. Aqui o software É o negócio.

O que move o preço (na ordem que surpreende)

  • 1º — Fiscal. A pergunta "emite nota?" muda a faixa inteira. É o módulo mais regulado, mais testado e mais caro de manter do software brasileiro;
  • 2º — Integrações. Cada sistema externo (pagamento, frete, prefeitura, legado) é uma fronteira que precisa de tratamento de erro, fila e monitoramento. Integração "simples" não existe — existe integração bem ou mal feita;
  • 3º — App nativo. Publicar nas lojas dobra o front. Metade dos projetos que pedem app precisava de um sistema web que funciona bem no celular — que custa uma fração;
  • 4º — Migração de dados. Trazer anos de histórico do sistema velho (ou das planilhas) é trabalho de arqueologia. Quem orça sem perguntar do seu dado atual vai te surpreender depois.

A conta que continua depois da entrega

Software não é obra que termina — é máquina que roda. Orce desde o dia 1 a manutenção mensal: tipicamente 10 a 20% do valor do projeto, por ano, cobrindo servidor, backup, atualizações de segurança, ajustes fiscais (que mudam porque a legislação muda) e as melhorias que o uso real sempre pede. Projeto entregue sem contrato de manutenção é sistema com data de validade — escrevemos sobre isso em o software que dura 25 anos, que é a nossa régua do que manutenção séria significa.

Quando o sob medida NÃO é a resposta

Aqui está a parte que poucos fornecedores de sob medida escrevem: se o seu processo é o processo normal do seu ramo, você não precisa pagar para inventá-lo de novo. Loja de moto compra e vende moto como toda loja de moto; pet shop atende como pet shop. Para esses casos existem os sistemas prontos por ramo — o nosso catálogo tem 43, cada um moldado no fluxo do seu negócio, por assinatura mensal que custa um décimo (ou menos) do desenvolvimento. O sob medida fica para quando o seu processo é, de verdade, único — e aí ele vale cada real, porque vira vantagem competitiva que concorrente não assina.

Na dúvida entre os dois caminhos? É a decisão do nosso próximo post da série. E se quiser conversar sobre o seu caso com quem faz as duas coisas, a porta é essa — com a franqueza de quem às vezes responde "não desenvolva: assine, custa um décimo".

Sigue leyendo

Contenidos relacionados

Profundiza sin salir del sitio.

¿Quieres hablar de un proyecto?

Cuéntanos qué necesita resolver tu empresa. Respondemos en horario comercial.